sábado, 4 de junho de 2011

Histórias

A gente vai se divertir!
Te contarei as melhores histórias para dormir. Mas pode esperar as coisas mais malucas; os mundos mais loucos; os monstros mais horipilantes - claro com os mocinhos mais corajosos! Será um prazer viajar/inventar/criar as mais belas histórias de dormir. 

domingo, 29 de maio de 2011

Azul azul azul.

Azul, bola de futebol, carrinho babado e jogado pelo chão, lençol com estampa de super-herói, mamadeira de ursinho, nave, disco voador com luzes, ioiô do papai, quarto com desenhos de estrelas, adesivos no bercinho, gibis, chapeuzinho de galã...

E eu terei um menino!
:)

Posso?

"Hoje em dia nem nos olhamos".
Posso cobrar o pra sempre?

quarta-feira, 25 de maio de 2011

Das coisas boas que conheço, te mostrarei as melhores.

 Quero te mostrar o que há de melhor nesse mundo. O mundo anda capengando, mas ainda tem coisas boas. Quero que você leia Shakespeare, sei que vai demorar pra você aprender a falar esse nome, mas quando aprender.. De música tem coisa boa sim, mas é preciso peneirar. Tem uma onda de cores hoje em dia, mas até você sair acho que vai passar. Se você não fizer bagunça, te deixo ouvir meus cd's. Na televisão não tem lá muita coisa boa, mas eu posso te mostrar os meus filmes prediletos, no início eu pego leve, só te mostro os mais tranquilos, depois quero você comigo vendo filme de guerra! hahaha

domingo, 15 de maio de 2011

Por hoje.

"Por hoje eu queria entrar em uma história... 
Uma história qualquer... Que fosse mais interessante que a minha. 
Talvez uma  história em que eu não tivesse como evitar as catástrofes, para que assim eu pudesse assistir sem culpa. 
Por hoje eu queria entrar em uma história que eu pudesse torcer para alguém, e que no final... 
Que tivesse um final. 
Por hoje eu queria entrar em uma história que a música me tocasse, mas de uma forma singular. Que eu me distraísse, e que assim esse dia passasse." 


sexta-feira, 13 de maio de 2011

Vergonha.

Às vezes eu tenho vergonha deste lugar; tenho vergonha de só escrever coisa triste. Mas é que sou sincero e preciso, pois sou fraco; mais fraco do que eu imaginava. Últimamente eu não estou vivendo, estou me arrastando. É vergonhoso! Eu não consigo um emprego qualquer, e olha que já nem estou mais procurando só na minha área. Já abri mão de fazer o que quero.Não respondo mais só por mim. Eu estou tentando mas parece que não é o suficiente, nunca é. 

quarta-feira, 11 de maio de 2011

Sem essa.

Não me venha com o papo "Se precisar de alguma coisa, é só falar" pois eu não vou falar, e você sabe, e ainda torce, pois é mentira!


sexta-feira, 6 de maio de 2011

Não se pode querer acabar com a arte no mundo, só porque você não a compreende.

domingo, 1 de maio de 2011

Uma carta sem remetente.

Passe a noite aqui comigo, por favor! Só esta noite, prometo não pedir mais. Eu só queria te sentir quando o medo bater. Não precisa ficar muito tempo, é só até eu dormir. Só me olhe. Eu não quero ficar aqui sozinho, a noite vai me perturbar; esse escuro faz eco. Meus pensamentos... Você sabe, ando tão à flor da pele...
Eu só quero um abraço quente!

P.s.: Traga meu sorriso de volta. 

Escrever já não basta...

Escrever já não basta...
Eu nem posso ouvir uma música, que os meus olhos sofrem. 
Minha garganta dói quando evito fazer barulho.

Escrever já não basta... E eu não sei o que fazer.

segunda-feira, 25 de abril de 2011

domingo, 24 de abril de 2011

Eu só queria um abraço...

Já não podendo mais esconder, e nem querendo, decidi conversar com a minha mãe. Foi difícil a decisão. Eu queria contar quando tudo estivesse mais tranquilo, e não chateá-la com meus erros. Mas o problema é que  nunca ficava tranquilo. Eu queria poupa-la. Era o que eu mais queria... E talvez ela nunca entenda a minha demora.

A chamei para o quarto, certifiquei que a porta estava fechada - como se tentasse evitar que a dor saísse dali - e depois de ouvir o silêncio penetrante eu comecei... Fui direto ao ponto, e novamente chorei mais do que disse. Daquela noite me esqueço das palavras que usei, mas nunca esquecerei aquele rosto de frustração. Eu estraguei tudo novamente!

Eu já sabia como seria complicado. Entretanto, achei que ela fosse estar ao meu lado. Eu queria que ela pelo menos dissesse algumas palavras, mesmo sendo mentiras... "Calma, ficará tudo bem" ou um singelo abraço. Como eu queria um abraço. Um afago materno...
Era só o que eu queria. Mas eu entendo mãe, pra você foi bem pior. Eu te desapontei. Desculpas. 

sexta-feira, 22 de abril de 2011

Aqui no fundo.

Meu amor, aqui no fundo, bem no fundo, ainda existe o amor.
Existe sim! Mesmo que eu diga que não, a vontade de sonhar a dois; a vontade de sentir o frio na barriga ao esperar alguém... A vontade de escrever e provocar um sorriso bobo.

:)

quinta-feira, 7 de abril de 2011

Para que eu lembre: Eu sou feliz!

Minha escada.

A escada me espera, e mesmo que tudo conspire contra mim, ela ainda estará lá.
Ela me espera, sem pressa. Sabe que eu chegarei.

Que às pedras voem em minha direção
O fogo tente me pegar
As palavras me confundir
Pessoas podem me bater
Mas nunca, nunca, esquecerei quem sou!

Podem me puxar, que ela dará um passo para frente.
Podem colocar algo no meu caminho, que ela dará um passo para o lado.
Podem me amarrar, que ela me dará um canivete.
Podem tentar colocar coisas na minha cabeça, que ela estará lá para me lembrar:
Que sou feliz!
Só fico triste quando não percebo. 

domingo, 3 de abril de 2011

Castelo dos sonhos

Eu quero construir um castelo
Um castelo onde o pequeno possa brincar sem medo.
Sem o medo que me aflige hoje
Que ele possa conhecer aos poucos

Quero que fique pronto assim que chegar
Para protege-lo dos males do mundo
Os males que às vezes me incomodam
E que não ultrapassarão os muros

Mas já aviso: Lá é tudo muito simples!
Não tem o requinte nem o glamour da realeza
Mas tem muito amor, e uma simplicidade...
Que de certo, é a verdadeira Beleza!

quarta-feira, 16 de março de 2011

Um muito obrigado!

Esses dias nós fomos a um centro de apoio a gestação indesejada. Era o que precisávamos!
Sempre me preocupei com a forma que ela estava lidando com a situação. Sempre quis que ela tivesse um apoio maior que eu podia dar. Eu me viro, escrevo e me alivio um pouco, agora ela, sofre dobrado. Bom, tivemos um apoio muito importante; cada palavra... Um abraço ou oração, nos ajudou tanto.

Muito obrigado!

Porta.

Há quatro meses à porta do meu quarto impede que meu choro fuja.

Eu quero!

Eu quero um lugar onde eu possa gritar
Quero um balde fundo
Desejo olhos mais fortes, que não ardam tanto.
Preciso de objetivos para seguir

Careço de mais qualidades
Almejo uma nova sina
A vergonha me deixa sozinho
Me impede de lutar com ajuda

Quero força, sobretudo força!

quarta-feira, 9 de março de 2011

Súplica.

Deus, tenha piedade dos burros!

.

O homem não vive sem um ojetivo!
O homem não vive sem um ojetivo!
O homem não vive sem um ojetivo!

Se eu não tivesse os meus, eu piraria.

Sem ânimo para um título.

Hoje eu sinto medo, não queria sentir. Quando alguém me liga, tenho medo de saber quem é, e o que quer. Eu que fui sempre tão feliz e alegre hoje me vejo apenas escrevendo coisas tristes. Depois que escrevo nem  tenho mais coragem de ler. Tento escrever para me livrar dessa angústia - como se eu conseguisse -, e isso não passa.

sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Sem pensar muito.

E agora estou aqui escrevendo sem pensar, apenas pelo impulso. Queria dizer como me sinto; sobre como estou. Não consigo dormir. O silêncio me incomoda não mais que qualquer música. E o engraçado é que sempre fui movido pelas letras e canções. Tudo porque sinto que abri mão de muita coisa. Abri  mão de poder escrever sobre o amor; ah o amor, nunca mais soube o que dizer. Agora parece que não tenho mais esse direito; agora a vida é séria demais para devaneios - olha só o que estou escrevendo, não imaginaria jamais. Abri mão das longas horas que passava estudando o que mais gostava. Era uma questão de princípios não trabalhar por causa do dinheiro, hoje me traio quando me vejo voltando de uma seleção para um emprego qualquer. Abri mão dos vários amigos, pelo simples fato de não ter coragem de explicar a burrice que fiz, mas acima de tudo, o que últimamente mais me assombra é o fato de nunca ter tido uma boa relação com a minha família e agora dar a adeus definitivamente... Às vezes eu queria gritar, mas quando a razão toma conta eu já não quero dizer nada a ninguém, talvez seja isso que está me matando por dentro. O fardo pesa principalmente sozinho.

Agora vejo o que tem no fundo do poço, e ainda sinto frio.

terça-feira, 22 de fevereiro de 2011

Esses dias eu pintei um quadro lindo.
Engraçado só usei cores fortes.
A verdade é que nunca mais soube responder a pergunta:
"Você está bem?"
Sinto falta de poder errar sem muita cobrança.
Eu leio, vejo, escrevo... Mas não vivo!

Sinto falta do tête-a-tête; hoje me acovardo atrás de um monitor.

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

Nomes.

Já definimos os nomes.
Eles são lindos!

É uma sensação ímpar. Diferente de tudo que eu já vivi; diferente de todas as rodas para imposição de uma idéia. Agora não é uma simples idéia, é o que o meu filho(a) carregará; é como ele(a) se apresentará. E tem algo mais valioso que o nome?

Nessa montanha russa de altos e baixos, nesse momento estou no alto gritando com um sorriso aberto.

quarta-feira, 9 de fevereiro de 2011

Carta de apresentação.



Ao Sr. Em um escritório com ar condicionado.


Hoje é dia 09/02, está fazendo um baita calor lá fora, e eu estou aqui no meu quarto explorando a internet em busca de uma vaga de emprego. Coloquei todas as minhas informações com um certo cuidado e agora me deparo com uma certa “exigência”, carta de apresentação.
         
Medito um pouco sobre o assunto e posso lhe dizer que há vários de mim por aí. Há aquele simples vizinho; aquele cliente da padaria ou até mesmo o filho do Fulano de Tal, mas talvez o que importa é o que posso dizer sobre mim. Sou um sonhador que ainda acredita que há como fazer arte em um país que não valoriza os artistas. Sou um filho que adora assustar os pais; sou um amigo preguiçoso em dar notícias; um poeta que não aprendeu a amar...

Quem sabe isso tudo não te interesse; quem sabe o que apenas interesse às “pessoas grandes” seja apenas o que possa contribuir para a sua empresa. Sendo assim tenho uma resposta afiada para você: Acho que nada é mais importante do que a minha enorme motivação para esse trabalho. Descobri há pouco tempo que agora sou responsável por outra vida, que em breve serei pai, que logo contemplarei o sorriso de um ser que não tem culpa de ter um pai pobre. Agora, se há maior motivação do que essa, me conte, que eu o contrato.

Peleu de Morais.

domingo, 30 de janeiro de 2011

Lembrando

Lembro quando essa frase era meu lema:
"Nada do que possa acontecer vai tirar esse sorriso do meu rosto"

Não estou sendo muito leal.

Tem dias.

Tem dias em que me animo
Dias que nada tem cor
Há os que são empurrados
E os que olho para trás

Tem dias em que nem sei se estou vivendo
E outros que vivo como se fossem sonhos
Há os que são pesadelos
E os que eu odeio!

Há dias em que escrevo
E os que não saem da minha imaginação.

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

Realidade.

O pior é não poder trabalhar com o que você gosta, e ver o sonho de fazer arte cada vez mais longe por ter que arrumar um emprego convencional que me dará alguns papéis que alguns dizem valer alguma coisa.

Hoje minha garganta dói com a força que reprime o choro.

Desculpas.

Por hoje eu aceito toda a culpa. Deixo que você aponte seu dedo no meu rosto e me diga como ferrei com tudo. E mesmo que não diga, por ser discreta, deixo que seus pensamentos se manifestem; sei que na verdade pensas assim. Eu que sempre quis ter tudo sobre controle, vacilei, e acabei trazendo desgosto pra muita gente.

Desculpe ter roubado a senha do príncipe encantado e ter entrado na sua vida assim, sem revelar a fraude.

Vejo as fotos alegres dos meus amigos, e inevitavelmente me vem a mente a idéia que nada será como antes. E é pior ainda pensar que pra você será tudo mais difícil, ainda mais o fato de ser apaixonada por mim. Desculpe por não saber nunca como tratar seus sentimentos.

Sei que te magoei com minhas perguntas e dúvidas, com meu desprezo involuntário, e meu desrespeito ocasional, mas nunca foi minha intenção te ferir. Eu apenas fui fraco e egoísta.

segunda-feira, 24 de janeiro de 2011

domingo, 23 de janeiro de 2011

A alegria do Domingo.

Conhece a expressão: "Hoje está parecendo Domingo!" Isso é porque os domingos são diferentes; realmente diferentes. Cada dia tem sua "cara". Mas o domingo é unânime. Podemos até rotular os dias como... Por exemplo: segunda tem cara de preguiça, cansaço; a sexta tem cara de fim, de fim de semana chegando... E por aí vai, mas dependendo de sua atividade, haverá divergências. Agora uma coisa é certa: A concepção do domingo é unânime. Domingo é alegria! Tem uma certa tranquilidade. Nada de trânsito. Nada de correria... Tem até seus barulhos específicos: crianças gritando na rua; narrador de futebol; seus familiares chegando ou fofocando na cozinha... Ah, e aquela mesa farta... Hum, dá pra saber que dia da semana é pela mesa! A mesa de domingo é sempre mais bonita, tem mais cores. E o sol... até o solzão de rachar típico. Os raios são diferentes, dá pra saber pela janela quando é domingo. A única coisa ruim é: a semana se inícia.

Amigos.

Meus amigos me perguntam "Como você está?", "O que anda fazendo?".
E eu não tenho coragem de responder, nem mesmo aparecer.

Tenho amigos insistentes, me procuram por todos os lugares. Eu acharia bom em qualquer outra situação. Levantaria as mãos ao céu e agradeceria, mas nesse caso isso só me corta mais o coração. Se eu ao menos falasse com tranquilidade sobre.

Se eu não escrevesse, eu morreria!

Gênero.

Seria mais fácil se eu fosse apaixonado por ela. Mas se assim fosse, esse filme não seria do gênero drama, e sim uma comédia romântica.

Quero que o tempo passe logo para que eu possa rir de tudo isso.

Parece que cada notícia que recebo é bomba.

sábado, 22 de janeiro de 2011

Quer apostar?

Hoje eu ouvi:
"Você será o melhor pai do mundo!"

:)

Agora.

Esses dias no trem eu reparei: quantas mulheres grávidas!
Isso me lembrou o poema do heterônimo de Fernando Pessoa, Alberto Caeiro.

"Agora que sinto amor
Tenho interesse no que cheira.
Nunca antes me interessou que uma flor tivesse cheiro.
Agora sinto o perfume das flores como se visse uma coisa nova.
Sei bem que elas cheiravam, como sei que existia.
São coisas que se sabem por fora.
Mas agora sei com a respiração da parte de trás da cabeça.
Hoje as flores sabem-me bem num paladar que se cheira.
Hoje às vezes acordo e cheiro antes de ver."

sexta-feira, 21 de janeiro de 2011

Vergonha de dizer para os meus amigos o motivo da minha ausência.

Nada mais tão longe.

Hoje na aula, entre uma pausa do professor, estávamos sentados avulsos sobre o palco. Eu estava calado observando meus colegas, que começaram a falar sobre planos e futuro.

De repente percebo que não há nada mais tão longe em minha mente do que 9 meses.
Pra onde foram?

Medo.

Sabe, às vezes bate um medo. Não um medo dos que eu já senti, é um medo diferente. Como um medo do mundo pesar nas minhas costas, e de repente eu não aguentar... Me encurvar e mesmo assim ter que subir uma ladeira enorme, sozinho.

Dessa vez serei eu e o meu lado mais fraco.

Uma breve reconstituição.

Era época de natal. Todos em festa. Luzes pela cidade inteira.

A verdade é que, desde a desilusão com o papai noel, nunca gostei muito dessa data, e além do mais, sempre achei detestável o fato das pessoas fingirem ser famílias perfeitas. A chamada "hipocrisia da ceia", todos se reunem, e fingem ser presentes o ano todo.
Entretanto, minha amiga querida me convidou para uma sessão de fotos dos arranjos, em sua cidade.
Tiramos várias fotos com aquele plano de fundo. Teve até presente gigante.
A julgar pela foto, tive um ótimo natal, bem ao encontro da regra que diz que precisamos nos enganar assim nos albúns de fotografia da família.

E tudo isso no dia da minha viagem com meus amigos.

Refúgio?

Uma pessoa normal, em uma situação normal, correria para os amigos; para um porto seguro. Comigo isso nunca funcionou, sempre pensei em me mostrar da melhor maneira possível: com um sorriso no rosto. Tenho ciência que isso não é lá muito saudável, mas...

Ainda bem que tenho as palavras, somado com algumas árvores e uma graminha macia, ualá: Temos o meu porto seguro.

De algum modo todo mundo precisa de um refúgio.

sábado, 15 de janeiro de 2011

Oração.

Meu Deus, eu sei que só recorro a ti quando preciso, e talvez por isso a minha súplica não seja tão plausivel. Sei que talvez eu mereça as consequências desse meu ato, mas lhe peço que esteja aqui comigo.


Peleu de Morais - Eu, jovem e pai.

The hardest part.

O pior é não poder chorar alto
É ter que abafar para que ninguém descubra.
O pior é não ter pra quem contar
É ter que reprimir tudo aqui, e ainda não demonstrar tristeza.
O pior é não sorrir mais
É quando perguntam o que aconteceu e eu minto.
O pior é pensar que tudo não se passa de um sonho...
É saber que é uma verdade incoveniente.

Me lembrei da música de uma banda que sempre gostei.
The hardest part - Coldplay
(...)
"Me pergunto sobre o que é isso tudo

Tudo que eu sei está errado
Tudo que eu faço apenas fica arruinado
E tudo está despedaçado

Ah, e é a parte mais difícil
Essa é a parte mais difícil
Sim essa é a parte mais difícil
Essa é a parte mais difícil"

De repente.

De repente o mundo não tem mais graça.
De repente tudo é cinza.
De repente as músicas já não me agradam
De repente os filmes são apenas repetições.

De repente EU SOU PAI.

O sal.

Tinha esquecido de como era salgada as minhas lágrimas; de como meu nariz se entupia por completo.

E os meus planos? E a minha arte?
Por que comigo?
O que eu vou fazer?
E os meus pais, matarei de desgosto.

Tenho mais perguntas do que chão.

O dia da descoberta.

Lembro-me bem, e acho que nunca esquecerei. Estava eu no meu quarto, quando o celular começa a vibrar, atendo logo, é ela! Após a premissa, me diz pra eu sentar (como nas novelas), e então disse: "Acho que estou grávida"


"Acho que estou grávida"
                                                                  "Acho que estou grávida"
                                                                                                                    "Acho que estou grávida"
                              "Acho que estou grávida"


Juro que essa frase ecoou e durou minutos. Não ouvi nada além.
Uma pressão subiu a minha cabeça.
O chão pareceu mais próximo.